Os dias depois só meu aniversário passaram e a rotina na escola era normal, trabalhos, aula vaga.
Teve um dia em que vi aquele garoto do sorriso. No diário desabafei sobre não poder me abrir com meus pais. Eles era muito rígidos e não me apoiariam nunca.Com o medo que me passavam era impossível ter uma conversa.
Eu sabia poucas coisas sobre aquele menino, mas nada que me impedisse de sonhar com ele, e imaginar que amor a primeira vista realmente existe.
Cada dia era pior, até em uma psicologa para desabafar eu pensava em ir.
Até que enfim eu descobri o nome do bendito que me tava atormentando meus pensamentos, era Leonardo. Léo.
E isso me fez escrever: " Hoje eu não parei de pensar no Léo e toda vez que quero ver ele eu não vejo, gostaria que ele gostasse de mim, mas foi só uma paquera. A Soraya faltou mas mesmo assim foi divertido. O Fernando fica mexendo comigo pra me conquistar, mas eu não caio nessa. "
Assim lá se vai Março...
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
SOBRE TUDO DE QUEM AMO - Março (Parte 1)
3 de Março de 2009
"Hoje minha vizinha veio em casa, ficou até tarde e logo depois que ela foi embora ficamos sabendo de algo muito triste, que a minha querida madrinha tinha falecido. Era exatamente 10:45 da noite. Só depois de 50 minutos ficamos sabendo, e meu tio veio nos buscar."
4 de Março de 2009
"hoje já é madrugada qui ainda, logo depois meu primo de longe chegou, todos muito arrasados. As 3 horas da manhã o caixão chegou. Meu avô esta triste também. Fiquei com muita dó dele. As 4 horas da tarde foi o enterro. Meu pai (filho dela) esta desesperado. Assim como os outros filhos."
É acho que março começou triste demais... Minha avó era a que eu pude crescer junto. Mãe do meu Pai. A mãe da minha mãe já tinha falecido antes de eu nascer.
Então passei completamente 12 anos com minha outra avó que também era minha madrinha. Eu ia sempre que podia lá, ela era daquelas avós que enquanto não vê você realmente satisfeito não para de te oferecer comida. Ela era espirita, e muita gente frequentava sua casa, eu nunca entendia muito bem, mas ao mesmo tempo sabia que ela fazia o bem e aquilo jã me bastava. Lembro como hoje que no dia do aniversario surpresa dela eu que não conversava muito, mas queria saber tudo dela, falar tudo o que eu pudesse naquela noite. Foi um momento netos e avó. Sentou alguns netos junto com ela e ficamos papeando a noite toda. E eu só queria mudar de assunto. Falar de tudo.
Ela estranhou, mas ao mesmo sabia o porque eu estava fazendo aquilo. Eu não fazia ideia. Mas era uma forma de despedida por que eu não veria ela conversando mais. E não vi.
Depois que ela foi internada vi meu pai chorar pelos cantos, me marcou muito,pois meu pai nunca chorou para que eu pudesse ver. E eu como filha queria consolar, mas ele não deixava. Achava que eu era criança demais para entender aquela dor. Depois da morte da minha Madrinha eu só vi ele chorando quando o Pai dele se foi. Ah pouco tempo alias.
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Depois desse acontecimento, uma semana depois eu completava 12 anos. Comemorei na sorveteria, após a missa de sétimo dia da minha avó. Eu não queria, mas meu padrinho (filho dela) insistiu muito. Disse que ela ia gostar que comemorássemos, pelo menos um pouco. Durante o dia eu passei com meus colegas na escola. Cantaram parabéns na sala, e com quem será não foi com o Fernando.
"Hoje minha vizinha veio em casa, ficou até tarde e logo depois que ela foi embora ficamos sabendo de algo muito triste, que a minha querida madrinha tinha falecido. Era exatamente 10:45 da noite. Só depois de 50 minutos ficamos sabendo, e meu tio veio nos buscar."
4 de Março de 2009
"hoje já é madrugada qui ainda, logo depois meu primo de longe chegou, todos muito arrasados. As 3 horas da manhã o caixão chegou. Meu avô esta triste também. Fiquei com muita dó dele. As 4 horas da tarde foi o enterro. Meu pai (filho dela) esta desesperado. Assim como os outros filhos."
É acho que março começou triste demais... Minha avó era a que eu pude crescer junto. Mãe do meu Pai. A mãe da minha mãe já tinha falecido antes de eu nascer.
Então passei completamente 12 anos com minha outra avó que também era minha madrinha. Eu ia sempre que podia lá, ela era daquelas avós que enquanto não vê você realmente satisfeito não para de te oferecer comida. Ela era espirita, e muita gente frequentava sua casa, eu nunca entendia muito bem, mas ao mesmo tempo sabia que ela fazia o bem e aquilo jã me bastava. Lembro como hoje que no dia do aniversario surpresa dela eu que não conversava muito, mas queria saber tudo dela, falar tudo o que eu pudesse naquela noite. Foi um momento netos e avó. Sentou alguns netos junto com ela e ficamos papeando a noite toda. E eu só queria mudar de assunto. Falar de tudo.
Ela estranhou, mas ao mesmo sabia o porque eu estava fazendo aquilo. Eu não fazia ideia. Mas era uma forma de despedida por que eu não veria ela conversando mais. E não vi.
Depois que ela foi internada vi meu pai chorar pelos cantos, me marcou muito,pois meu pai nunca chorou para que eu pudesse ver. E eu como filha queria consolar, mas ele não deixava. Achava que eu era criança demais para entender aquela dor. Depois da morte da minha Madrinha eu só vi ele chorando quando o Pai dele se foi. Ah pouco tempo alias.
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Depois desse acontecimento, uma semana depois eu completava 12 anos. Comemorei na sorveteria, após a missa de sétimo dia da minha avó. Eu não queria, mas meu padrinho (filho dela) insistiu muito. Disse que ela ia gostar que comemorássemos, pelo menos um pouco. Durante o dia eu passei com meus colegas na escola. Cantaram parabéns na sala, e com quem será não foi com o Fernando.
SOBRE TUDO DE QUEM AMO - Fevereiro ( Começou as aulas)
" Hoje eu fui na rua com a mãe e comprei uma bolsa linda para ir a escola, aproveitei para comprar o presente de Soraya, que só contarei o que foi no dia em que eu for entregar, já hoje é dia do aniversário na Madrinha. Ela é como se fosse uma terceira mãe pra mim, eu devo muito á ela."
Foi assim que eu comecei Fevereiro, toda empolgada! No dia seguinte fui ao circo e achei que o homem aranha me olhou demais. ( devo para de ler esse diário por aqui? que patética rsrs) Enfim... o presente de Soraya que eu não quis dizer foram canetas coloridas. E no dia que eu fui la entregar aconteceu de um certo vizinho da minha avó madrinha que morava uma rua antes de Soraya, me encarar sorrindo. E eu fiquei sem saber se ele ria de mim ou pra mim. Sorri de volta e ...
Isso foi motivo para descrever no ultimo dia da semana o seguinte: " Hoje apesar de acordar cedo eu fui na escola e no banco com a mãe, e a noite fiquei pensando no olhar entre mim e o meu ex vizinho, o esbarrão entre eu e Fernando e o sorriso entre eu e um garoto que nem conheço."
Quando novamente, no outro final de semana voltei na casa da minha Madrinha, o menino apareceu sorrindo novamente. Rezei para que meu horóscopo não falhasse, dizia que eu teria sorte na paquera ~risos~. Só queria mesmo saber o nome dele.
Pela glória de minha ansiedade as aulas começaram. Primeiro dia, horrível.Cheguei atrasada na aula por não ter passado condução nenhuma para me buscar em casa e por que ninguém me falou sequer um "olá".
No segundo dia de aula não cheguei atrasada, mas eu e meus vizinhos tivemos que ir com um ônibus de deficientes, não tinha nada contra. Mas muita gente que eu não conhecia me deixava insegura.
Para piorar Fernando não tinha me dado a minima, só queria saber de Nathalia e de Sofia.
Fevereiro não estava dos melhores. Não só por causa da escola, mas sim por causa da minha avó madrinha que tinha sido internada em estado grave... Foram dolorosos fim de mês para a família toda.
SOBRE TUDO DE QUEM AMO - Janeiro
No começo do diário tinha uma página diferente, em branco e eu escrevi:
" Eu sou Graziele e neste ano de 2009 eu faço 12 anos no dia 11 de Março, estou na 6° série. Gosto muito da minha família, e neste ano, todos os dias, eu vou contar o que aconteceu escrevendo neste lindo diário de 2009. "
(Bizarro, comecei muuito bem! ~risos eternos~)
No primeiro dia do ano, eu contei como foi a minha noite de virada... Disse que eu estava em uma praça desejando feliz ano novo à todos, quando eu avistei um menino que em 2008 era meu amigo, meio legal. Ele era Fernando. Quando ele me viu me deu uma esbarrada, fiquei pensativa. Logo depois fui embora e de manhã fui para a casa da minha avó madrinha.
Durante os dias que se passavam eu contei no diário que brinquei com meu avô que morava comigo de dominó, fazíamos isso sempre que tínhamos tédio excessivo. E final de semana meus tios e meus primos foram em casa. Era muito comum isso... Na outra semana , no finalzinho do dia 5 de janeiro eu dizia " depois de assistir a novela , vi o céu escurecendo e nele tinha uma estrela, sozinha. E fiz um pedido: Que o Fernando estudasse á tarde".
Morei no sitio , durante muito tempo, e tudo o que vivi foi em uma chácara na casinha de madeira, com dois quartos, sala e cozinha apertados e o banheiro do lado de fora, junto ao poço D'Água. Meu avô que tinha se mudado pra perto de nós morava em um comodo do lado de casa, também de madeira... Só ao lado que tinha uma casa melhor e maior, mas o dono da chácara cobrava aluguel e morando na de madeira não era preciso, apenas cuidar do local já bastava. E pagar a energia elétrica usada.
Meus pais criavam quase todos os tipos de animais que se criam em um ambiente assim: Galinha, porco, cavalo, pássaros e os animais comuns de estimação, gato e cachorro.
Naquelas Férias eu passava imaginando e sonhando. Dizia no diário : " Hoje foi um dia muito, muito tranquilo e calmo. Não fiz nada de diferente. É, minha vida esta muito calma... estou até desconfiando de alguma coisa que não tem resposta. Estou com uma nuvem solitária em um céu imenso e azul. Espero que seja a vida me esperando para o futuro."
Passado uns dias, eu menstruei pela primeira vez.
E entre um intervalo e outro pensava em Fernando. Contei dos meus sonhos com ele, que no diário eu corrigi e escrevi outra coisa em cima. Acho que foi por medo de alguém ver.
Até que fui na minha primeira balada da vida gente, que obvio, foi em uma festa de casamento que eu não conhecia os noivos ~risos~. Mas teria sobrado um convite e a Soraya me chamou. Foi muito legal, nunca tinha dançado daquele jeito e me divertido como uma adolescente.
A segunda quinzena de Janeiro chegou, e pra variar aconteceu muitas coisas : Fui para a casa da minha prima em um final de semana e lá eu sai e vi meu ex vizinho que eu brigava muito, e eu fiquei dias pensando nele. Fui lembar do Fernando novamente bem depois do acontecido.
Reclamei que estava perdendo minhas intuições e contei sobre o aniversario da minha avó Madrinha. Foi surpresa.
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